"Permito-me anotar que a reportagem de Veja sobre as traquinagens do filho de Erenice Guerra conta uma história, lamentável, de nepotismo e clientelismo, problema gravíssimo da política brasileira em todos os tempos. Aspecto comum, e condenabilíssimo, dos comportamentos de um poder sempre inclinado a instalar cabides de emprego e traficar influências. Certo é, contudo, que a nau capitânia da frota da Editora Abril não consegue provar a ligação entre os fatos denunciados e a campanha de Dilma Rousseff."
Mino Carta, em 17 de setembro de 2010 às 23;04h
(não dá para alegar que os fatos ainda eram desconhecidos)
É o ponto de vista de Mino Carta, para quem a grande conclusão sobre a roubalheira da Casa Civil é que "ninguém conseguiu provar" a ligação com a campanha da Dilma.
Não é preciso ser Sherlock Holmes para ver um rastro muito claro entre a nomeação da Erenice, ligadíssima à candidata, sua assessora há anos, secretária-executiva do seu ministério, e o estranho desconhecimento alegado por Dilma da existência da parentalha de Erenice no governo e das "traquinagens" dos seus meninos. Se eles traficavam influência, é porque a mamãe tinha influência e a usava para ajudá-los a obter as propinas. Alguém acredita que boa parte do botim não ia parar na campanha?
Um comentário:
Eu acho estranho como manipula-se as coisas. Ser ou pego ou não ser pego? Pra tudo só existe o certo e o errado e o que eles fizeram, fazem e vão continuar a fazer quando reeleitos é o errado
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