1º de Setembro de 2010 - 15:5
Dilma evita falar; Receita diz que Verônica pediu informação
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não falou nesta quarta-feira (1º) sobre as denúncias surgidas ontem de que Verônica Serra, filha de seu adversário José Serra (PSDB), teve o sigilo fiscal quebrado.
Quando ia ser questionada sobre a filha de Serra, em entrevista coletiva concedida nesta quarta (1º), Dilma interrompeu o jornalista que fazia a pergunta e continuou a comentar a conversa que teve com o presidente colombiano. Na sequência, interrompeu a entrevista e foi embora.
A Receita diz ter provas de que a própria contribuinte pediu acesso aos dados, o que o tucano nega. Ele disse que a informação "é mentira descarada".
Falsificação grosseira
O tabelião Fabio Tadeu Bisognin, responsável pelo 16º Cartório de Notas de São Paulo, negou que tenha reconhecida a firma de Monica Serra na suposta procuração entregue à Receita Federal para consulta de seus dados sigilosos. Segundo Bisognin, o reconhecimento de firma é falso, assim como o selo de segurança do documento.
- Não é autêntico (o documento). Não foi feito no 16º Cartório de Notas. É falso. Ela (Veronica) não tem firma depositada neste cartório. Nunca teve - disse Bisognin.
O tabelião afirmou que a falsificação é "grotesca" porque até seu nome foi gravado errado, como Risognin, com "R".
Ministro da Fazenda e Secretário da Receita também se negam a responder sobre violação
Durou apenas 2 minutos e 55 segundos o pronunciamento do secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, sobre a violação dos dados fiscais de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Cartaxo leu um documento e se recusou a responder a qualquer pergunta dos jornalistas. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também se esquivou de falar sobre o assunto.
Marina critica Mantega: "silêncio é omissão"
André Mascarenhas e Daiene Cardoso
Em coletiva após sabatina no Estado, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, cobrou mais uma vez explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a quebra de sigilo fiscal, desta vez de Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. “Não pode o ministro da Fazenda ficar em silêncio. É mais que um incômodo, é uma omissão”, disse.
Segundo a candidata, é “lamentável o descontrole a que chegamos nesse problema”. Ela também relativizou as dúvidas sobre se a violação do sigilo teve motivações eleitorais. ”É preciso mostrar para a sociedade o que está acontecendo”, afirmou a candidata, após defender rigor na apuração.
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