14 milhões de reais
Foram impressos ao todo 7 milhões de livros – cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes - pelos quais o MEC (ou seja, nós, os contribuintes) pagou cerca de 14 milhões de reais. “Houve uma falha de revisão, essa revisão foi muito mal feita”, admitiu o ministro da Educação, Fernando Haddad.
O ministro "recomendou" aos coordenadores de escolas da zona rural que os livros do Escola Ativa não sejam usados em sala de aula. A coleção foi retirada do ar também na internet. Segundo registro no Portal da Transparência, site mantido pela Controladoria-Geral da União, a brincadeira custou aos cofres públicos exatos R$ 13.608.033,33.
Analfabetismo "funcional"
Os exemplos do analfabetismo funcional (dos funcionários responsáveis pela produção, revisão e distribuição do material) são espantosos.
Na página 29 do Guia 4 de Matemática, o Escola Ativa convida os alunos a fazer descobertas com números, na companhia dos personagens Joana e Pedro. A página apresenta uma tabela na qual 10-7=4.
A página 138 do Guia 3, também de Matemática, apresenta tabelas de adição e subtração, para que os alunos confiram os resultados de operações com números entre 9 e 18. Nas tabelas do Escola Ativa, o aluno da zona rural aprende que 16-8=6 e 16-7=5.
Direitos Humanos
O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC à época da contratação era André Lázaro, atual secretário executivo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.Isso talvez explique o erro grosseiro de probabilidade no kit anti-homofobia, conjunto de vídeos e cartilha que o MEC pretende distribuir a escolas para combater práticas homofóbicas. Na aula de matemática sobre probabilidades, "Leonardo teve um estalo": gostando de meninos e de meninas, ele teria "quase 50% mais de chances" de encontrar alguém...
No vídeo, esta parte começa no 6º minuto:
O dobro, Leonardo, não é 50% - é 100% a mais!
Mas segundo a lógica do MEC, você não deve ser corrigido. Assim como seu colega que diz que "os livro mais interessante estão emprestado" é apenas advertido de que pode ser vítima de "preconceito linguístico" , você não precisa prestar mais atenção à aula de matemática. Que importância teria saber que o dobro corresponde a 100% a mais, num mundo em que 10-7 pode ser igual a 4, ou 16-7 igual a 5?
Só tenha cuidado, Leonardo, para não ser vítima de "preconceito aritmético"!
Viés ideológico
(Do portal Terra - 31 de maio de 2011)
Senadores do PSDB criticaram o conteúdo de livros didáticos que são distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas de ensino fundamental e médio. Eles convocaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, para discutir conteúdos ideológicos e políticos que estariam presentes em obras de história. De acordo com os senadores, os livros contêm elogios ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e críticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Há sim viés ideológico. Deve-se excluir as editoras de qualquer responsabilidade nisso, a responsabilidade é dos autores e dos responsáveis pela seleção e aprovação do conteúdo. É uma realidade que cabe ao ministério enfrentar. É inevitável constatar que há parcialidade", criticou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) afirmou que a obra fere os princípios constitucionais porque faz "doutrinação política e ideológica". (...)
Viés ideológico
(Do portal Terra - 31 de maio de 2011)
Senadores do PSDB criticaram o conteúdo de livros didáticos que são distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas de ensino fundamental e médio. Eles convocaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, para discutir conteúdos ideológicos e políticos que estariam presentes em obras de história. De acordo com os senadores, os livros contêm elogios ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e críticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Há sim viés ideológico. Deve-se excluir as editoras de qualquer responsabilidade nisso, a responsabilidade é dos autores e dos responsáveis pela seleção e aprovação do conteúdo. É uma realidade que cabe ao ministério enfrentar. É inevitável constatar que há parcialidade", criticou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) afirmou que a obra fere os princípios constitucionais porque faz "doutrinação política e ideológica". (...)
O ministro explicou como é feito o processo de seleção dos livros, que são avaliados por universidades federais, e afirmou que esses critérios podem ser aperfeiçoados caso seja essa a avaliação do Congresso Nacional. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) defendeu que não há critérios objetivos na análise das obras e que não é possível confiar na "santidade" das universidades.
"Ninguém está discutindo o benefício da distribuição do livro didático, mas o que está pegando são os critérios. Não existe isenção com relação à escolha dos livros, somos seres humanos e temos nossas preferências", disse. Ela também defendeu que a identidade dos especialistas que avaliam as obras precisa ser revelada, já que, segundo o ministro, esses especialistas não são conhecidos pelo ministério.
"Ninguém está discutindo o benefício da distribuição do livro didático, mas o que está pegando são os critérios. Não existe isenção com relação à escolha dos livros, somos seres humanos e temos nossas preferências", disse. Ela também defendeu que a identidade dos especialistas que avaliam as obras precisa ser revelada, já que, segundo o ministro, esses especialistas não são conhecidos pelo ministério.
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