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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Bom negócio: abrir uma igreja

Que tal, gente? Vamos criar nossas próprias igrejas? Afinal, "templo é dinheiro"... 

Falando sério, uma reforminha constitucional sobre o tema viria bem!

(a matéria não é nova, mas o assunto continua atual)

 Folha de São Paulo    Hélio Schwartsman - 3/12/2009

O primeiro milagre do heliocentrismo      

 Eu, Claudio Ângelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja.
Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos) . É tudo muito simples. 
Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis. 
Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros "Is" de bens colocados em nome da igreja. 
Há também vantagens extra-tributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.
Veja a lista das igrejas abertas no Brasil até setembro de 2009:

domingo, 17 de julho de 2011

Talibanização do Brasil?

Considerado um "pastor herege", o evangélico Ricardo Gondim lança um alerta: 
“Deus nos livre de um Brasil evangélico.” 
Para ele, “o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores” 

Por que um pastor evangélico afirma isso?
Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa.

O cearense Ricardo Gondim - 57 anos, pastor há 34, líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista - afirma que o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais.

Para ele, o rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro, extremamente eclético e ecumênico.