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segunda-feira, 30 de março de 2015

Renato Janine Ribeiro e a astronomia



A análise de Janine sobre as teorias planetárias, no contexto do artigo "Será que desejamos o impossível" (http://www.valor.com.br/politica/3955256/sera-que-desejamos-o-impossivel ), parece querer conferir a este o aval de uma abordagem "científica". Mas ela é primária e está incorreta.

Do ponto de vista da observação, feita a partir da Terra, o comportamento dos planetas sempre aparecerá como errático, irregular, com "paradas" e retrogradações, seja qual for a teoria usada para explicá-lo. Do ponto de vista teórico, todas as explicações procuram traduzir essas irregularidades mediante uma composição de movimentos regulares.

domingo, 20 de outubro de 2013

Nosso petróleo: leilão de Libra


Como diz o Cesar Benjamin"No fundo, toda essa operação do leilão de Libra significa que o Brasil trocará petróleo por títulos do Tesouro americano. É muito triste."

Mais uma mentira 

"A presidenta Dilma afirma que “ o dinheiro dos royalties vai permitir grandes investimentos em educação (...) mais creches, alfabetização na idade certa, escolas em tempo integral, ensino médio profissionalizante, mais vagas em universidades, mais pesquisa e inovação, professores mais preparados e bem remunerados.”
O fato: o dinheiro dos royalties até hoje só serviu para colocar chafarizes em praça pública, porcelanato nas calçadas, financiar shows e campanhas políticas. Campos dos Goytacazes, o município que mais recebe royalties no Brasil, tem um dos piores IDH, além de ser o recordista no estado do Rio em trabalho escravo. O Estado do Rio, que fica com mais de 80% dos royalties, tem os professores mais mal pagos e uma das piores escolas públicas do Brasil. Além disso, os royalties representam 15% do petróleo. Mas só 5% , a parcela reservada à União, estarão garantidos à educação e à saúde.
Os 15% dos royalies representam o rabo do elefante. A sociedade quer discutir o elefante inteiro, ou seja, o que fazer com os outros 85% do petróleo que estão sendo entregues a petrolíferas estrangeiras, através dos leilões."

Emanuel Cancella - Técnico da Petrobrás há 38 anos, Secretário Geral da FNP e do Sindipetro-RJ

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Extraterrestres

Dilma declara ter 'muito respeito' pelo ET de Varginha



Entrando em clima de campanha eleitoral, quando candidatos comparecem até a batizado de boneca, a presidente Dilma já anda distribuindo agrados às criaturas extraterrestres...


Entretanto... 

"O "Museu do ET" teve investimento de mais de R$ 1 milhão em recursos federais e é hoje apenas o esqueleto de uma nave espacial enferrujada, cercada por mato e que serve de abrigo para nove cachorros.

No local, em meio ao entulho da obra, uma placa avisa: "Aqui tem investimento do governo federal".

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1323860-governo-federal-investe-mais-de-r-1-mi-em-museu-sobre-et-de-varginha.shtml

terça-feira, 25 de junho de 2013

Tudo o que é sólido desmancha no ar


Não existe "Constituinte exclusiva"

Já temos uma Constituição
A pior saída que a presidente encontrou para responder à demanda popular por melhores instituições políticas foi essa desastrada proposta de ... o que mesmo? "Um debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize um processo constituinte específico para fazer reforma política que o país tanto necessita", nas palavras dela.

Tudo errado. Enquanto a nossa atual Constituição estiver em vigência, quem convoca um plebiscito não é "um debate", nem a presidente. Essa é uma prerrogativa exclusiva do Congresso Nacional (CF, art 49, item XV).

Outro equívoco: não existe "Constituinte específica, ou exclusiva". Uma Constituinte, uma vez instalada, pode tudo, inclusive anular ou modificar as chamadas cláusulas pétreas. Essas são imunes às alterações por meio de reforma - mas uma nova Constituinte pode sim mexer nelas. 

Imaginem a insegurança política que uma tal situação acarretaria. A extrema direita tentaria de todas as formas aprovar legislações que restringiriam conquistas e direitos trabalhistas, ambientais ou até os direitos humanos. Por que não, por exemplo, aproveitar para instaurar a pena de morte? A sociedade não aguenta mais essa criminalidade... Ou acabar com a CLT?

A esquerda tresloucada, por sua vez, poderia por exemplo ver aí uma ótima oportunidade de seguir o caminho 'bolivariano', e instituir a possibilidade de mandatos presidenciais indefinidamente renováveis. O país passaria por um período de confrontos e divisões totalmente desnecessário e indesejável... 

Vejamos agora a solução proposta por outro jurista. Se a presidente quiser mesmo insistir no plebiscito e na "Constituinte exclusiva", o caminho é complicado. O Congresso precisa aprovar uma reforma constitucional para permitir esse tipo de convocação e criar a figura (hoje inexistente) de uma constituinte com poderes limitados. A única diferença de aprovar diretamente a própria reforma política é que o tortuoso caminho proposto por Dilma pode tornar todo o processo ainda mais lento e imprevisível.

O que fazer, então? O Congresso, a presidência, ou ambos poderiam abrir um período de intenso diálogo com a sociedade, ouvindo as vozes que insistentemente vêm se manifestando e encontrando ouvidos moucos ou balas de borracha: a sociedade organizada, os movimentos sociais, os jovens das passeatas e das ruas. O que eles querem? O que eles sugerem? O que pode ser mudado? 

Diante disso, o Congresso e a presidência formulem uma proposta de reforma política, expliquem as mudanças de forma inteligível, e aí sim, se for o caso, a submetam a consulta popular. Isso feito, que o Congresso aprove o que for aprovado pela sociedade - mediante legislação comum ou reforma constitucional - e estamos conversados!

Brasília, 23 de junho de 2013.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Bundeskanzlerin e a Copa

A "Chancelera" alemã, Angela Merkel
Já que Dilma insiste em ser chamada de "presidenta", surge naturalmente a curiosidade sobre como nomear a chefe (chefa?) de Estado alemã, com quem ela se encontra esta semana.
Em português, até agora, não vi nenhum movimento para dar ao título de Chanceler, usado na Alemanha, uma versão feminina. Mas a própria língua alemã se encarrega de fazê-lo: lá, ela é chamada de Bundeskanzlerin, que é a versão feminina do Bundeskanzler.



Chanceler vem do latim cancellarius: porteiro, aquele que cuida da cancela.
Curiosamente, temos em português a expressão " explicação se dá para porteiro" , mas neste caso é a "porteira" Merkel quem se propõe a explicar a Dilma os recônditos mecanismos do tsunami de dólares dos desenvolvidos que se abate sobre o Brasil e as economias emergentes.

Aldo nâo gostou do "chute no traseiro" prometido por Valcke
 
E enquanto as mulheres se reúnem para tentar consertar a confusão que os homens deixaram na economia e nas finanças do mundo, no Brasil os rapazes da Fifa e do Ministério dos Esportes brigam como crianças... por causa do futebol!

Na verdade, a origem do quiprocó remonta à precipitada promessa do ex-presidente Lula à Fifa, de aprovar uma legislação de exceção em benefício dos interesses comerciais da entidade. Itens como a venda de bebidas alcoólicas nos estádios ou o regime de meias entradas fazem parte da legislação brasileira, e quem mexe na legislação é o Congresso. Não cabia ao presidente se comprometer com mudanças na lei, e muito menos à Fifa querer impor regime de urgência ao Congresso brasileiro. Assunto mal conduzido desde o início, e que ainda vai dar margem para muita confusão. 

sábado, 9 de julho de 2011

Herança maldita

O Estadão conta um pouco da história da corrupção no Ministério dos  Transportes

Lula não só uniu em torno de si a escória política nacional, como permitiu-lhe frequentar sem embaraço os cofres federais.


(...) O Ministério dos Transportes, terreno de onde jorra lama onde quer que se perfure, foi cedido pelo então presidente Lula, ainda no seu primeiro mandato, ao PL do vice José Alencar. A legenda veio a se chamar PR depois da fusão com o Prona. Pelo ingresso de Alencar na chapa, o PT, presidido pelo deputado José Dirceu, pagou R$ 10 milhões ao PL controlado pelo colega Valdemar Costa Neto. Eles se reuniram a poucos metros de onde Lula e Alencar se entendiam.

Réu do mensalão, Costa Neto renunciou para não perder o mandato. Reeleito, segue sendo o capo do PR presidido por Nascimento. "Despachava" com empreiteiros no gabinete do ministro. Disputa com outros figurões da base a condição de encarnar o acervo mais representativo da herança maldita que a presidente recebeu do seu mentor. Lula não só uniu em torno de si a escória política nacional, como permitiu-lhe frequentar sem embaraço os cofres federais.

Dilma e Alfredo
Sabe-se hoje que sua ministra da Casa Civil não estava pisando nos astros, distraída, enquanto se perpetrava o assalto ao trem pagador do Ministério dos Transportes. Já não vem ao caso imaginar o que ela fez ou deixou de fazer pelo patrimônio público posto ao alcance dos lobos. Mas dois fatos atuais não podem ser deixados de lado. Um é que, ao assumir a Presidência da República, prometeu ser implacável com a corrupção. O outro é que a corrupção continuou solta e pesada nos Transportes até que a imprensa a expusesse.

Nessa hora, no fim da semana passada, a presidente teve a chance histórica de iniciar uma cirurgia radical na pasta para livrar-se da "herança maldita". Em vez de aproveitá-la, preferiu manter o ministro e entregar-lhe a apuração das traficâncias praticadas a um palmo do seu nariz. Depois, em zigue-zague, mandou suspender as licitações por ele aprovadas, enquanto as ministras da Casa começavam a tratá-lo como um morto-vivo.

A presidente, em suma, deixou passar a primeira hora da verdade da sua gestão. A segunda já ressoa pela voz dos dirigentes do PR que não abrem mão do seu feudo e advertem que Dilma terá de se entender com o caído Nascimento para a escolha do sucessor.

Se ela sucumbir à chantagem, já não fará muita diferença para a sua imagem se convidar de uma vez para o cargo o próprio Valdemar Costa Neto.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dilma e a torre de marfim

 Do Congresso em Foco (http://congressoemfoco.uol.com.br/coluna.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=37298&filha=1), com alguma edição RX.

Comendo pela mão de Lula
A descrição das concessões do  "governo Dilma" no artigo abaixo é boa, mas a explicação é superficial. Dilma teria tido o apoio que recebeu, nas eleições, dos setores mais retrógrados e corruptos do país, se já não estivesse comprometida com essas concessões? Como é que ela poderia, agora "descer da torre de marfim", e "se explicar honestamente aos seus milhões de eleitores"? Ela foi um fantoche, com uma imagem de "grande administradora" artificialmente criada, para prolongar as "travessuras" do governo anterior. Lula e o PMDB já nem disfarçam mais - Dilma foi descartada ontem do programa eleitoral do PMDB, onde Lula pontificou como grande estrela. (RX)

03/06/2011 - 07h00
Márcia Denser*


O fato de Dilma ter reconduzido Antonio Palocci ao centro do governo, para mim, foi um mau sinal. Desde o anúncio da vitória nas eleições presidenciais, o mesmo Palocci exonerado por Lula, o mesmo Palocci dogmático, de rígidas posições neoliberais, o mesmo Palocci envolvido em questões ilícitas, tanto no passado como agora no presente. É verdade, como diz Nassif, que o governo Dilma está apenas começando, contudo seria importante relatar alguns fatos recentes que, na melhor das hipóteses, nos levam à perplexidade.

Para o cientista político Paulo Kliass, na Carta Maior, para quem estivesse ausente do país há duas semanas, algumas hipotéticas manchetes sobre a Previdência Social, o Código Florestal, o ministro da Casa Civil e a privatização de aeroportos seriam um sinal de grave alteração na cena política brasileira. Tipo: “Governo anuncia desoneração da folha de pagamento para Previdência Social, antiga reivindicação do patronato”, ou “Base parlamentar do governo aprova alterações no Código Florestal que favorecem o agronegócio e comprometem o futuro do meio-ambiente”, ou “Ministro da Casa Civil declara que a multiplicação de seu patrimônio por vinte vezes é lícita, pois ocorreu quando estava fora do governo”, ou ainda, “Presidente anuncia privatização dos principais aeroportos do Brasil”.
(...)
Tentando explicar o inexplicável, Nassif observa que “Collor e Jânio caíram não por malfeitos, bebedeiras ou quetais, mas porque enfrentaram o Congresso.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dilma adere às privatizações

Transcrevo do site do PSDB:


A primeira privatização de Rousseff

MENTIRA:

 “Aqui, o desastre só não foi maior – como em outros países – porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de Furnas.” (Presidente Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil de Lula e pré-candidata do PT à presidência, no 4º Congresso do PT, em Brasília, 20/02/2010.)
 
A VERDADE:
Utilizado como acusação contra o PSDB, o assunto privatização sempre foi exaustivamente explorado pelo PT nas campanhas eleitorais. Como repetiu Rousseff, sem medir consequências, para ganhar as últimas eleições.

Discurso vazio, ataque gratuitos, mentiras. Porque o PSDB nunca falou em privatizar os bancos ou as empresas citadas por Rousseff & Cia. Agora, despenca a máscara. E a presidente petista encampa mais uma proposta do PSDB: o regime de concessão de aeroportos, que constava no programa de José Serra, duramente atacado por Rousseff, pelo ex Lula e tantos outros petistas com suas conhecidas propagandas enganosas.

Só que a decisão chega com pelo menos oito anos de atraso. O governo do PT, enganando o país, deixou antes que o caos se instalasse nos aeroportos brasileiros.