De um artigo da Folha de hoje:
...estrategicamente, foi um erro deixar a Líbia ofuscar a viagem do [presidente] democrata à América Latina, me disse um analista local. "Daqui a dez anos, o Brasil será mais importante que o Reino Unido. E a Líbia... bem, a Líbia vai ser um monte de areia."
ANDREA MURTA é correspondente da Folha em Washington
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domingo, 27 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Zona de exclusão
O assunto é complicado. A comunidade internacional (ou as grandes potências?) têm o direito de determinar o que um governo nacional pode ou não pode fazer para combater uma rebelião dentro das suas fronteiras? O caso da Líbia é do tipo que nos leva a concordar com a intervenção internacional: afinal, Kadafi é - ou é visto como - um louco sanguinário que se locupleta com as riquezas do seu país e deixa o povo na pobreza. E agora, ainda por cima, comanda bombardeios aéreos contra a população civil (veja ao lado a reportagem da BBC, hoje - sábado de manhã).
Mas... e se a moda pega? Se a Irlanda do Norte resolve se rebelar contra a Inglaterra? Ou se os ianomâmis do Brasil e da Venezuela quiserem criar um novo país? Se os rebeldes chechenos* reivindicarem o mesmo tratamento que os líbios?
Mas... e se a moda pega? Se a Irlanda do Norte resolve se rebelar contra a Inglaterra? Ou se os ianomâmis do Brasil e da Venezuela quiserem criar um novo país? Se os rebeldes chechenos* reivindicarem o mesmo tratamento que os líbios?
* Depois do fim da União Soviética, um grupo de líderes chechenos declarou-se como um governo legítimo, anunciando um novo parlamento e declarando independência como República Chechena da Ichkéria. Até hoje, sua independência não foi reconhecida por nenhum país. Entretanto, esta declaração tem causado conflitos armados em que diversos grupos rivais chechenos e o exército da Rússia se envolveram, resultando em aproximadamente 150 mil mortos, no período entre 1994 e2003.
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