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quinta-feira, 14 de abril de 2011

FHC pelo voto distrital

Extraído do artigo dele sobre o papel da oposição (editei a formatação):

Compromisso com o voto distrital


Puro ou misto?
...Política não é tese universitária. É preciso estabelecer uma agenda. Geralmente esta é dada pelo governo. Ainda assim, usemo-la para concentrar esforços e dar foco, repetição e persistência à ação oposicionista. Tomemos um exemplo, o da reforma política, tema que o governo afirma estar disposto a discutir. Pois bem, o PSDB tem posição firmada na matéria: é favorável ao voto distrital (misto ou puro, ainda é questão indefinida)

Se é assim, por que não recusar de plano a proposta da “lista fechada”, que reforça a burocracia partidária, não diminui o personalismo (ou alguém duvida que se pedirão votos para a lista “do Lula”?) e separa mais ainda o eleitor dos representantes?

Não é preciso afincar uma posição de intransigência: mantenhamos o compromisso com o voto distrital, façamos a pregação. Se não dispusermos de forças para que nossa tese ganhe, aceitemos apenas os melhoramentos óbvios no sistema atual: 
  • cláusula de desempenho (ou de barreira), 
  • proibição de coligações nas eleições proporcionais e 
  • regras de fidelidade partidária,
ainda que para algumas destas medidas seja necessário mudança constitucional. 

Deixemos para outra oportunidade a discussão sobre financiamento público das campanhas, pois sem a distritalização o custo para o contribuinte será enorme e não se impedirá o financiamento em “caixa preta” nem o abuso do poder econômico. 

Mas denunciemos o quanto de antidemocrático existe no voto em listas fechadas. 
Em suma: não será esta uma boa agenda para a oposição firmar identidade, contrapor-se à tendência petista de tudo burocratizar e, ao mesmo tempo, não se encerrar em um puro negativismo, aceitando modificações sensatas?



Lúcida Lúcia!

Por Lucia Hypolito
qua, 13/04/11

Baratas tontas


E os tucanos mais uma vez deixaram Fernando Henrique falando sozinho.
Saem todos feito baratas tontas, achando que o que ele disse significa que ele não gosta de pobre. 
Mais uma vez a oposição e, sobretudo, o PSDB não entenderam o argumento de Fernando Henrique.


O ex-presidente escreveu um excelente artigo na revista Interesse Nacional, que deve sair amanhã. A Folha de São Paulo publicou. Eu e algumas pessoas que recebemos a revista fomos brindados com a íntegra do artigo por antecipação.

Fernando Henrique continua um estupendo analista. Não perdeu a mão como analista político, como sociólogo.


Ele diz coisas de uma clareza impressionante. Partido é parte. Partido não é todo. Nenhum partido democrático pode ter a pretensão de representar toda a sociedade. Só um partido totalitário.


Claro que a oposição dialoga com todos os setores da sociedade, mas um partido tem que representar uma parte da sociedade.


E o que diz Fernando Henrique? 

terça-feira, 12 de abril de 2011

FHC:oposição precisa conquistar a classe média


São Paulo, terça-feira, 12 de abril de 2011



Oposição precisa conquistar a classe média, afirma FHC


Em manifesto, ex-presidente defende nova estratégia para PSDB e critica insistência na aproximação com o "povão"

Tucano diz que situação pode se complicar se Dilma Rousseff ganhar apoio de setores que ainda resistem a Lula

Edson Silva/Folhapress
Fernando Henrique Cardoso, ontem ,em Araraquara (SP)

DANIELA LIMA 
DE SÃO PAULO 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende em artigo que será publicado nesta semana uma revisão profunda da estratégia adotada pelo PSDB e pelos demais partidos de oposição para voltar ao poder.
Numa espécie de manifesto, ele afirma que a oposição deveria desistir de conquistar as camadas mais pobres do eleitorado e se conectar com a nova classe média produzida pelo crescimento econômico dos últimos anos.
"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", falarão sozinhos", diz o ex-presidente.
Ele observa que a classe média não participa da vida política do país como no passado, mas está presente em lugares onde os partidos praticamente não existem, como as redes sociais da internet.
"Se houver ousadia, as oposições podem organizar-se, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates sobre temas de interesses dessas camadas", diz.
O artigo aparecerá no novo número da revista "Interesse Nacional", que será publicado na quinta. E no site interessenacional.uol.com.br.