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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Eça é boa!

O que Eça de Queirós escreve numa das Farpas não é a cara do Brasil de hoje?
 

"Querido leitor : nunca penses servir o teu país com a tua inteligência, e para isso em estudar , em trabalhar , em pensar! Não estudes, corrompe ! Não sejas digno, sê hábil! 

E , sobretudo , nunca faças um concurso : ou quando o fizeres, em lugar de pôr no papel que está diante de ti o resultado de um ano de trabalho, de estudo, escreve simplesmente : sou influente no círculo tal e não me faças repetir duas vezes!"

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mais uma punhalada nas costas


Da revista Exame (http://exame.abril.com.br/brasil/politica/noticias/quao-proximos-estao-lula-e-rosemary-novoa):

São Paulo – Nos últimos dezenove meses, a Polícia Federal gravou nada menos que 122 telefonemas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Rosemary, ex-chefe de gabinete em SP, como parte da Operação Porto Seguro, que investiga a existência de um esquema de corrupção para favorecer grupos empresariais.

A ex-chefe de escritório foi exonerada [ "a pedido", diga-se de passagem] por Dilma Rousseff após a Polícia Federal ter registrado que ela recebia uma série de vantagens (desde plásticas até cruzeiros com duplas sertanejas) para participar de uma quadrilha que obtinha laudos fraudulentos de órgãos públicos. Dilma ainda extinguiu a chefia de gabinete da Presidência em São Paulo, e toda coordenação do escritório paulista será feita em Brasília.
(...)
Um indício de proximidade entre o ex-presidente e Rosemary durante o governo Lula pode ser visto no passaporte que ex-assessora tinha. O dela era vermelho, característica dos “superpassaportes”, ou passaportes diplomáticos, que são destinados a pouquíssimas autoridades e emitidos pelo Ministério das Relações Exteriores para alguns cargos ou através de pedidos especiais.
Rosemary teve um e, com ele, tinha garantido acesso a fila de entrada separada nos aeroportos e dispensa de vistos para ir aos países onde eles são exigidos. Foi com esse passaporte que, entre 2007 e 2010, ela viajou com Lula, então presidente da República, para 23 países, segundo levantamento da Folha de S. Paulo.

Detalhes:
- O ex-marido de Rosemary,  José Claudio de Noronha era empregado na Infraero e membro do conselho de administração da Brasilprev, empresa de previdência privada que tem o BB como sócio, e a filha era empregada na Anac
-Lula se considerou, mais uma vez, "apunhalado pelas costas" diante do escândalo.


segunda-feira, 5 de março de 2012

A Bundeskanzlerin e a Copa

A "Chancelera" alemã, Angela Merkel
Já que Dilma insiste em ser chamada de "presidenta", surge naturalmente a curiosidade sobre como nomear a chefe (chefa?) de Estado alemã, com quem ela se encontra esta semana.
Em português, até agora, não vi nenhum movimento para dar ao título de Chanceler, usado na Alemanha, uma versão feminina. Mas a própria língua alemã se encarrega de fazê-lo: lá, ela é chamada de Bundeskanzlerin, que é a versão feminina do Bundeskanzler.



Chanceler vem do latim cancellarius: porteiro, aquele que cuida da cancela.
Curiosamente, temos em português a expressão " explicação se dá para porteiro" , mas neste caso é a "porteira" Merkel quem se propõe a explicar a Dilma os recônditos mecanismos do tsunami de dólares dos desenvolvidos que se abate sobre o Brasil e as economias emergentes.

Aldo nâo gostou do "chute no traseiro" prometido por Valcke
 
E enquanto as mulheres se reúnem para tentar consertar a confusão que os homens deixaram na economia e nas finanças do mundo, no Brasil os rapazes da Fifa e do Ministério dos Esportes brigam como crianças... por causa do futebol!

Na verdade, a origem do quiprocó remonta à precipitada promessa do ex-presidente Lula à Fifa, de aprovar uma legislação de exceção em benefício dos interesses comerciais da entidade. Itens como a venda de bebidas alcoólicas nos estádios ou o regime de meias entradas fazem parte da legislação brasileira, e quem mexe na legislação é o Congresso. Não cabia ao presidente se comprometer com mudanças na lei, e muito menos à Fifa querer impor regime de urgência ao Congresso brasileiro. Assunto mal conduzido desde o início, e que ainda vai dar margem para muita confusão. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O petismo real

"...os principais fundadores do PT abandonaram o sonho da sociedade igualitária e cuidam de seu próprio enriquecimento. Por esperteza e conveniência, porém, tentam fingir que se mantêm fiéis aos ideais socialistas. Desse modo, dizendo uma coisa e fazendo outra, enganam os mal informados, enquanto usam o poder político e institucional para intermediar interesses de grupos econômicos nos contratos com o Estado brasileiro. 
(...)
Nada mais esclarecedor do que [ver Lula] chegar a Cuba em companhia do dono da Odebrecht, no avião particular deste, para acertar as coisas com Fidel Castro."

De uma crônica de Ferreira Gullar - leia a íntegra

E tem mais:

Lula viaja a Cuba com tudo pago pela Odebrecht

A coincidência de 1 bilhão de reais

Depois de baixar em Brasília para piorar a crise protagonizada por Antonio Palocci, Lula resolveu aproveitar a vida no exterior. Na segunda-feira, fez uma palestra no Panamá para executivos da Odebrecht. Na terça, repetiu o numerito nas Bahamas para convidados do bilionário mexicano Carlos Slim. Na quarta, a bordo de um avião cedido por Slim, apareceu em Cuba para a escala de um dia e meio, com todas as despesas pagas pela Odebrecht. Vistoriou ao lado do ditador Raúl Castro as obras do porto de Mariel, construído pela Odebrecht ao preço de 200 milhões de dólares bancados pelo BNDES, e foi beijar a mão de Fidel escoltado por José Dirceu, Franklin Martins e Paulo Okamoto.
Na quinta, Lula levou a trinca para engrossar a plateia da palestra, paga pela Odebrecht, que faria na Venezuela. Foi recepcionado em Caracas por Emilio Odebrecht, presidente do Conselho Administrativo da construtora, e Marcelo Odebrecht, diretor-presidente. Não sobrou lugar para a imprensa no local do evento, reservado a empresários, investidores e diplomatas convidados pela Odebrecht.
Com mais de um ano de atraso, o presidentte Hugo Chávez ordenou, na véspera da chegada de Lula, o pagamento dos R$ 996 milhões que o governo venezuelano devia à Odebrecht, premiada com a construção do metrô de Caracas e da terceira ponte sobre o Rio Orinoco. Quase 1 bilhão de reais, parcialmente financiados pelo BNDES. Os diretores da Odebrecht garantem que foi só uma agradabilíssima coincidência. Em todo caso, no encontro com o amigo Chávez, Lula agradeceu a gentileza. Em seu nome e em nome da Odebrecht
Augusto Nunes - Veja.com

sábado, 9 de julho de 2011

Herança maldita

O Estadão conta um pouco da história da corrupção no Ministério dos  Transportes

Lula não só uniu em torno de si a escória política nacional, como permitiu-lhe frequentar sem embaraço os cofres federais.


(...) O Ministério dos Transportes, terreno de onde jorra lama onde quer que se perfure, foi cedido pelo então presidente Lula, ainda no seu primeiro mandato, ao PL do vice José Alencar. A legenda veio a se chamar PR depois da fusão com o Prona. Pelo ingresso de Alencar na chapa, o PT, presidido pelo deputado José Dirceu, pagou R$ 10 milhões ao PL controlado pelo colega Valdemar Costa Neto. Eles se reuniram a poucos metros de onde Lula e Alencar se entendiam.

Réu do mensalão, Costa Neto renunciou para não perder o mandato. Reeleito, segue sendo o capo do PR presidido por Nascimento. "Despachava" com empreiteiros no gabinete do ministro. Disputa com outros figurões da base a condição de encarnar o acervo mais representativo da herança maldita que a presidente recebeu do seu mentor. Lula não só uniu em torno de si a escória política nacional, como permitiu-lhe frequentar sem embaraço os cofres federais.

Dilma e Alfredo
Sabe-se hoje que sua ministra da Casa Civil não estava pisando nos astros, distraída, enquanto se perpetrava o assalto ao trem pagador do Ministério dos Transportes. Já não vem ao caso imaginar o que ela fez ou deixou de fazer pelo patrimônio público posto ao alcance dos lobos. Mas dois fatos atuais não podem ser deixados de lado. Um é que, ao assumir a Presidência da República, prometeu ser implacável com a corrupção. O outro é que a corrupção continuou solta e pesada nos Transportes até que a imprensa a expusesse.

Nessa hora, no fim da semana passada, a presidente teve a chance histórica de iniciar uma cirurgia radical na pasta para livrar-se da "herança maldita". Em vez de aproveitá-la, preferiu manter o ministro e entregar-lhe a apuração das traficâncias praticadas a um palmo do seu nariz. Depois, em zigue-zague, mandou suspender as licitações por ele aprovadas, enquanto as ministras da Casa começavam a tratá-lo como um morto-vivo.

A presidente, em suma, deixou passar a primeira hora da verdade da sua gestão. A segunda já ressoa pela voz dos dirigentes do PR que não abrem mão do seu feudo e advertem que Dilma terá de se entender com o caído Nascimento para a escolha do sucessor.

Se ela sucumbir à chantagem, já não fará muita diferença para a sua imagem se convidar de uma vez para o cargo o próprio Valdemar Costa Neto.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dilma e a torre de marfim

 Do Congresso em Foco (http://congressoemfoco.uol.com.br/coluna.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=37298&filha=1), com alguma edição RX.

Comendo pela mão de Lula
A descrição das concessões do  "governo Dilma" no artigo abaixo é boa, mas a explicação é superficial. Dilma teria tido o apoio que recebeu, nas eleições, dos setores mais retrógrados e corruptos do país, se já não estivesse comprometida com essas concessões? Como é que ela poderia, agora "descer da torre de marfim", e "se explicar honestamente aos seus milhões de eleitores"? Ela foi um fantoche, com uma imagem de "grande administradora" artificialmente criada, para prolongar as "travessuras" do governo anterior. Lula e o PMDB já nem disfarçam mais - Dilma foi descartada ontem do programa eleitoral do PMDB, onde Lula pontificou como grande estrela. (RX)

03/06/2011 - 07h00
Márcia Denser*


O fato de Dilma ter reconduzido Antonio Palocci ao centro do governo, para mim, foi um mau sinal. Desde o anúncio da vitória nas eleições presidenciais, o mesmo Palocci exonerado por Lula, o mesmo Palocci dogmático, de rígidas posições neoliberais, o mesmo Palocci envolvido em questões ilícitas, tanto no passado como agora no presente. É verdade, como diz Nassif, que o governo Dilma está apenas começando, contudo seria importante relatar alguns fatos recentes que, na melhor das hipóteses, nos levam à perplexidade.

Para o cientista político Paulo Kliass, na Carta Maior, para quem estivesse ausente do país há duas semanas, algumas hipotéticas manchetes sobre a Previdência Social, o Código Florestal, o ministro da Casa Civil e a privatização de aeroportos seriam um sinal de grave alteração na cena política brasileira. Tipo: “Governo anuncia desoneração da folha de pagamento para Previdência Social, antiga reivindicação do patronato”, ou “Base parlamentar do governo aprova alterações no Código Florestal que favorecem o agronegócio e comprometem o futuro do meio-ambiente”, ou “Ministro da Casa Civil declara que a multiplicação de seu patrimônio por vinte vezes é lícita, pois ocorreu quando estava fora do governo”, ou ainda, “Presidente anuncia privatização dos principais aeroportos do Brasil”.
(...)
Tentando explicar o inexplicável, Nassif observa que “Collor e Jânio caíram não por malfeitos, bebedeiras ou quetais, mas porque enfrentaram o Congresso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Bolsonaro do PT

“O ‘fascismo do bem’”, de Ricardo Noblat
COLUNA PUBLICADA NO JORNAL O GLOBO DESTA SEGUNDA-FEIRA

Imaginem a seguinte cena: em campanha eleitoral, o deputado Jair Bolsonaro está no estúdio de uma emissora de televisão na cidade de Pelotas. Enquanto espera a vez de entrar no ar, ajeita a gravata de um amigo. Eles não sabem que estão sendo filmados. Bolsonaro diz: “Pelotas é um pólo exportador, não é? Pólo exportador de veados…” E ri.

A cena existiu, mas com outros personagens. O autor da piada boçal foi Lula, e o amigo da gravata torta, Fernando Marroni, ex-prefeito de Pelotas. Agora, imaginem a gritaria dos linchadores “do bem”, da patrulha dos “progressistas”, da turma dos que recortam a liberdade em nome de outro mundo possível…
Mas era Lula!



Então muita gente o defendeu para negar munição à direita. Assim estamos: não importa o que se pensa, o que se diz e o que se faz, mas quem pensa, quem diz e quem faz. Décadas de ditaduras e governos autoritários atrasaram o enraizamento de uma genuína cultura de liberdade e democracia entre nós.

Nosso apego à liberdade e à democracia e nosso entendimento sobre o que significam liberdade e democracia são duramente postos à prova quando nos deparamos com a intolerância. Nossa capacidade de tolerar os intolerantes é que dá a medida do nosso comprometimento para valer com a liberdade e a democracia.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Gastos secretos de Lula

Do blog do Cláudio Humberto.
(Veja também)


14/03/2011 | 00:00

Gastos secretos de 
Lula com cartão em dezembro: R$ 884 mil

Em dezembro, último mês de governo Lula, a Presidência da República gastou R$ 884.887,29 com a utilização de cartões de crédito, valor bem maior que a média de R$ 512 mil mensais, durante o ano de 2010. Apesar de impressionantes, os gastos são “protegidos por sigilo” para “garantia da segurança da sociedade e do Estado”, explica o “Portal da Transparência”. Mas o sigilo protege apenas o próprio ex-presidente.
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14/03/2011 | 00:00

Você paga, eu escondo

Lula decidiu impor “sigilo” aos gastos do governo desde a denúncia de uso cartão de crédito até para comprar tapioca e pagar resorts de luxo.
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14/03/2011 | 00:00

Viagens e mordomias

Os cartões de crédito da Presidência da República são utilizados para despesas com deslocamentos e mordomias da família presidencial.
14/03/2011 | 00:00

Sigilo só para Lula

Lula protegeu seus gastos com sigilo, mas expõe as despesas feitas com cartão corporativo pela segurança do ex-presidente FHC.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Desigualdade brasileira aumentou na era Lula

Deu na Folha:


São Paulo, domingo, 20 de fevereiro de 2011
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CLÓVIS ROSSI

Mais uma lenda ameaçada

SÃO PAULO - Era uma vez a lenda da queda da desigualdade no Brasil, já desmontada.
Agora, todo mundo sabe que o que caiu foi a desigualdade entre salários, mas não entre a renda do capital e a do trabalho. E esta é a desigualdade de fato obscena.
Muito bem. Agora, surgem dados que põem em dúvida até a queda tão celebrada da desigualdade entre assalariados. São dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), organismo oficial e bastante empenhado, de resto, na propaganda do governo.
O que diz o estudo?