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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Farra do boi

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo
 
O presidente do Senado, José Sarney, cumprimenta o ministro Belizze na cerimônia de sua posse no STJ - Andre Dusek/AE - 5/9/2011
Andre Dusek/AE - 5/9/2011
O presidente do Senado, José Sarney, cumprimenta o ministro Belizze 
na cerimônia de sua posse no STJ
BRASÍLIA - O julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou as provas da Operação Boi Barrica tramitou em alta velocidade, driblando a complexidade do caso, sem um pedido de vista e aproveitando a ausência de dois ministros titulares da 6.ª turma.

O julgamento da semana passada  beneficiou diretamente o principal alvo da investigação: Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

O percurso e o desfecho do julgamento provocam hoje desconforto e desconfiança entre ministros do STJ.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

No Brasil não há interesse em deixar investigar

Justiça anula provas contra Sarney
(Deu no Estadão, e não requer comentários)

Fausto Macedo
Delegados da Polícia Federal se declaram perplexos com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mandou anular as provas da Operação Boi Barrica. Os delegados consideram que o Judiciário se curva ante investigados que detêm poderes político e econômico.
Operação Boi Barrica da PF investigou suspeitas de crimes cometidos pela família de José Sarney - Andre Dusek/AE
Andre Dusek/AE
Operação Boi Barrica da PF investigou suspeitas de crimes cometidos pela família de José Sarney
Eles temem que outras operações de grande envergadura poderão ter o mesmo fim a partir de interpretações de ministros dos tribunais superiores que acolhem argumentos da defesa.

Foi assim, antes da decisão que tranca a Boi Barrica, com duas das principais missões da PF, deflagradas em 2008 e em 2009, a Satiagraha e a Castelo de Areia - ambas miravam empresários, políticos e até banqueiro.
"A PF não inventa, ela investiga nos termos da lei e sob severa fiscalização", disse o delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, diretor de Assuntos Parlamentares da Associação Nacional dos Delegados da PF.
"No Brasil não há interesse em deixar investigar", afirma Leôncio. "As operações da PF são executadas sob duplo grau de controle, do Ministério Público Federal, que é o fiscal da lei, e do Judiciário, que atua como garantidor de direitos. Não existe nenhum país no mundo que a polícia sofre essa dupla fiscalização."
"Aí uma corte superior anula todo um processo público com base em que? Com base no 'ah, não concordo, a fundamentação do meu colega que decidiu em primeiro grau não é suficiente'. Nessa hora não importa que os fatos são públicos e notórios e que não há necessidade sequer de se ficar buscando uma prova maior."

sábado, 17 de setembro de 2011

Turma desqualificada


De Fernando Rodrigues, na Folha de hoje:

"Dilma chegou ao Planalto nas costas de dez legendas -a maior coalizão formal a eleger um presidente da República pós-ditadura. Ao montar sua equipe, a primeira mulher a ocupar o Planalto optou por ceder várias cadeiras a uma turma desqualificada que agora começa a cair.Ontem, a presidente disse que escolhas políticas não "desmerecem nenhum governo".
Mais ou menos. Se os indicados são Pedros Novais, desmerecem sim. Qualquer observador político com o Q.I. equivalente ao de um Forrest Gump saberia em dezembro passado que o então nomeado ministro do Turismo não poderia assumir o cargo em janeiro. Mas Dilma não teve presciência -ou coragem- para abortar o problema."